• Lidice Meyer

Dia Internacional da Igualdade Feminina (26/08)


Em Gênesis 2.18, temos o relato da criação da primeira mulher a partir de uma costela do homem para ser sua auxiliar, semelhante a ele, capaz de atender a principal necessidade do homem: companhia. Este texto bíblico estabelece claramente a posição da mulher na sociedade: “Tirou-lhe uma das costelas...” Esta linguagem poética diz que, se a mulher sai do homem e não da terra, é essencialmente igual e não inferior. A expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne significa que o homem e a mulher tem a mesma natureza humana . A mulher é uma aliada do homem no serviço do espaço sagrado (o jardim do Éden). Há uma complementaridade na criação da humanidade: homem e mulher os fez.

O pecado trouxe o desequilíbrio a sociedade humana e a sua célular mater: a família. Mas em Cristo este equilíbrio pode voltar a existir. É o que o apóstolo Paulo afirma em Gálatas 3.27-28, de que a partir do batismo em Cristo, não existe diferença entre os gêneros. Não há uma superioridade de um sobre o outro, mas uma complementaridade, uma relação de cooperação para o bem da sociedade e para a instauração do Reino de Deus.

Este texto de Paulo, porém ainda precisa ser compreendido pela comunidade cristã, sobretudo pelas mulheres, que acabaram por internalizar e naturalizar um estado de sujeição inferiorizada em diversos sentidos. Uma leitura atenta a Bíblia mostra que as mulheres estavam presentes em todos os momentos decisivos da formação e preservação o povo de Israel, bem como durante todo o ministério de Jesus e na igreja primitiva, exercendo funções diversas, inclusive de autoridade.



(A imagem é do pintor da Reforma protestante, Lucas Cranach (1530))

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