• Lidice Meyer

Desemprego e Empreendedorismo durante e no Pós-Covid


Vivemos tempos difíceis! Já vão para mais de seis meses em que o mundo entrou em uma nova era: a era do COVID-19. O primeiro caso de contaminação no Brasil foi registrado em 26 de fevereiro deste ano e em apenas um mês os reflexos na economia do país já se mostravam. Entre março e abril 1,1 milhão de vagas de empregos formais foram fechadas, elevando a taxa de desemprego no pais para 12,6%. E isso sem incluir os trabalhadores informais, sem carteira de trabalho assinada, em sua grande maioria absorvidos pelas micro e pequenas empresas, que por sua vez foram as primeiras a sofrer com o revés da economia. Entre os meses de abril e maio o SEBRAE registrou que 12% destas pequenas empresas demitiram seus funcionários e 44% paralisaram suas atividades por falta de capital de giro.

Começamos o segundo semestre de 2020 com perspectivas sombrias. Mesmo com a abertura gradual do comércio, a retração severa da economia no durante e pós-covid aponta para uma volta lenta do mercado de trabalho e uma espera longa para a multidão de desempregados no país.

Mas apesar do cenário difícil que se mostra no Brasil, o brasileiro é sobretudo um forte! Nossa formação cultural, miscigenada e sofrida pelo duro jugo da colonização fez de nós indivíduos com um especial “jogo de cintura” para descobrir novas alternativas e oportunidades. Somos um povo que se vira nos trinta e se sai muito bem de situações complicadas. A vocação do brasileiro para o empreendedorismo só é superada pela China e EUA. Mesmo dentro desta crise do COVID, o SEBRAE registrou o surgimento de 10 milhões de Microempresas Individuais (MEI) em maio!

Mas empreendedorismo não é apenas abrir empresas! Empreender é se empenhar para atingir aquilo em que verdadeiramente acreditamos. Ser um empreendedor é ser alguém capaz de se superar a cada dia e de buscar saídas criativas para problemas.

Quando uma mulher resolve fazer chocolate na época da páscoa para ajudar na renda familiar, isso é empreendedorismo! A mulher brasileira, sobretudo, conhece bem esta prática de buscar soluções alternativas e criativas para o sustento e melhoria da condição financeira familiar. Assim como Lídia (At. 16.14) e Priscila (At 18.2-3) ela vai à luta vendendo cosméticos, roupas, lingerie, doces, salgados; fazendo trabalhos de costura e reformas; artesanato; aulas particulares e muito mais.

Estas atitudes são muito mais bem-sucedidas quando a família empreende junta. O empreendedorismo familiar já é uma prática tradicional no mundo rural na agricultura e pecuária de subsistência. Neste tempo de COVID, de novas atitudes e de retorno a antigas práticas, precisamos também reaprender a parceria doméstica para a sobrevivência de nossas famílias, onde cada membro familiar participa junto buscando informações para compreender e ajudar o empreendimento do outro. Se um membro da família se dedica a atividade empreendedora, os demais colaboram na divulgação e na busca de novas estratégias para a melhoria do “negócio familiar”.

Já podemos visualizar que 2021 e 2022 serão anos de empreendedorismo no nosso país. As principais necessidades que estão surgindo estão na área dos serviços e facilidades. Empreender é importante tanto nos períodos de vacas gordas como de vacas magras (Gn 41. 29-36). Quando tudo vai bem, muitos empreendem em função de novas oportunidades. No período das vacas magras, por necessidade. O desafio que se nos coloca é encontrar oportunidades nas necessidades. Que Deus nos abençoe e ilumine com muita criatividade e força para enfrentar estes tempos.

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